PERTO DO FOGO, PERTO DE FELIPE BRONZE!

TEMPORADA GOURMET DO IGUATEMI CAXIAS

ENCERRA COM AULA SUPER SHOW DE FELIPE BRONZE

 

Patty Zuco, a Zucca Gastrô, Embaixadora da Temporada 2018, entrevistou o Chef e conta tudo.

 

Não é todo dia que você dá de cara e, ainda, pode conversar (ok, era entrevista, não era para ser amigo) com um Chef 2 Estrelas Michelin.

Era só o que eu conseguia pensar durante o tempo que estava escovando os cabelos e maquiando o rosto, ansiosamente, aguardando o horario da coletiva de imprensa, que eu ja sabia que seria restrita ao meu veículo e mais um ou dois.

Além disso, eu estava na condição Embaixadora da Temporada Gourmet, logo, queria me “espalhar” como costumo fazer, mas estava engessada pelos limites impostos pela assessoria do Chef, o que é bem comum, aliás.

Não me incomoda a celebridade da TV, o fato de ser o espetacular  Show Man, estar a frente de 3 super programas de TV ligados á gastronomia, ter sido o Mago da Cozinha e toda aura de GNT TV que envolve a pessoa sorridente que, depois, estava ao meu lado na foto. Com isso acho fácil de lidar…

Mas me gerava aquele pico de ansiedade quando eu pensava “2 Estrelas Michelin”… e eu nem tinha feito perguntas relativas a isto quando mandei minha entrevista para pré aprovação da assessoria de imprensa dele…Eu sei que tem milhares de pessoas que nem sabem o que é o Guia Michelin para os restaurantes, com em tantas outras que não sabem o que é o Oscar para o cinema, mas eu sei. Logo, minha admiração precede o conhecimento dos sabores de sua comida, do seu restaurante e tudo mais. Eu sei que ali, estaria uma pessoa com um profundo conhecimento e amor pelo que faz. Não me enganei, aliás, fiquei surpreendida, porque ele demonstrou “por onde” e “como” ele conhece seu negócio, os alimentos. É raro encontrar um Chef tão multifocado.

Felipe respondeu a todas perguntas que fiz e até a outras mais, que não estavam na lista, porque sou assim, não sou jornalista, sou comunicadora. Meu negocio é contar historias, é mostrar o que eu puder, no menor tempo e da melhor forma.


Relatarei as perguntas que fiz e o que ele respondeu, porque sempre foi além, demostrando o grande cientista que é. Sim, Felipe Bronze mostrou que é um grande estudioso, conhece e quer que todos entendam que cozinhar bem  é também boa química, é preciso entender a estrutura dos alimentos, como suas moleculas funcionam, como se transformam com calor ou frio… que o glamour é só uma vaporizada de perfume sobre essa coisa toda.

A primeira pergunta que fiz foi sobre o que esperar da aula show do dia – ele faria uma fraldinha (nosso conhecido vazio) defumado e uma sobremesa do seu restaurante Oro, o estrelado. Bem humorado disse que queria o desafio do churrasco para o gaúcho e, quanto ao doce, algo que pudesse ser reproduzido em casa, mas que representasse a essencia da sua cozinha.

A segunda pergunta foi com relação ao inicio de sua carreira, porque se decidiu pela cozinha. Diferente da maioria dos Chefs que ja entrevistei, que começaram nas casas e seguindo os passos da familia, Felipe era um curioso já adulto, gostava da boa mesa. Em plena faculdade de Direito e Economia (sim as cursava juntas) fazia cursos de gastronomia (em sua casa ninguem cozinhava) e, em dado momento, se pegou faltando aulas para participar de encontros de Gastronomia relevantes na cidade, o então chamado “Boa Mesa”.

Respondeu que gosta de “comida bem feita” à pergunta de qual seria sua comida favorita. Mas diante da minha insatisfação na resposta, contou que curte demais Sushi (comida crua mesmo), que chega jantar esse prato da comida japonesa cinco vezes por semana, mas também gosta muito  do que vai pra brasa.

Mesmo permitindo que falasse sal e pimenta na resposta, o Chef disse que não ha tempero indispensavel na cozinha. Mas se pudesse destacar o que não pode faltar a qualquer prato seu é “acidez”.  Isto, aliás, ficou claro enquanto o mesmo cozinhava na aula show, quando decidiu fazer um petisco de entrada… Eu provei. Ficou ótimo, mas ele “acertou” o tom da acidez com limão.

As perguntas haviam sido pré-aprovadas pela sua Assessoria de Imprensa, uma vez que o Chef Felipe Bronze mantém varios contratos ativos, de imagem e voz, e com varios veículos. Contudo, fiz duas fora do combinado a que ele prontamente respondeu.

A primeira, foi relacionada às 2 Estrelas Michelin que seu restaurante Oro recebeu na ultima premiação do Guia. Perguntei se além dos bônus sabidos, havia ônus. Isto porque há alguns anos li que um Chef Europeu, de uma pequena cidade, havia negado o premio, porque o mesmo seria um peso a carregar, uma obrigação. O Chef achou graça, porque diz que, embora não paute sua vida em função do premio, o reconhecimento do Guia é bom para tudo no negócio. Mas que os critérios dos avaliadores do guia são subjetivos e, aqueles, desconhecidos. Não se sabe o que fazer, além de um trabalho bem feito.

A segunda foi com relação ao programa junto ao Fantásico, minha primeira lembrança do Chef, e que ele teria levado ao grande público o conhecimento sobre as técnicas da comida molecular. No entanto o que ele mais curtia da época era o desafio e a parte de buscar junto as cozinhas regionais, o pratos pra reproduzir.

Perguntei qual a cozinha que ele mais gostava, “perto do fogo” ou a “alta gastronomia”. Foi como se eu pedisse para escolher entre dois filhos. Me explicou entao que o que faz no seu Restaurante Oro, que é muito exclusivo, é o que é mais artistico. É o que gosta como criação maxima, mostrar tudo que sabe e, acredite ele sabe muito. Já o Pipo, que está abrindo filiar em SP,  é um restaurante inclusivo, que lhe traz muitas alegrias, ja que chega mais às pessoas, tal qual os programas de TV, que hoje comanda.

Para encerrar, pedi para deixar uma dica para quem esta se iniciando na vida da cozinha. Para ele é “se divertir”, provar 10 vezes o mesmo prato antes de começar a reproduzir. Mas para quem quer iniciar profissionalmente e, entender as estruturas dos alimentos e dominar as técnicas. Muito estudo e muito estagio antes de partir para a vida profissional. Alias, este foi um conselho que passou para todos os iniciantes em qualquer carreira: não existe emprego de “chefe”.

E a maior de todas as lições para quem está neste caminho, falou ao encerrar as demais entrevistas. Que a popularização da profissão de cozinheiro fez com que parecesse que ha um caminho mais curto. Mas não há. Continua valendo a Lei das 10 mil horas de trabalho. O caminho é longo, é preciso esudar e trabalhar para  construção de sua carrreira.


Após, passou para a Aula Show no Shopping Iguatemi Caxias, que foi incrível. É um show man, cheio de  carisma que encantou a todos, não só com os pratos, mas com sua imensa capacidade de entreter o público.

Por mais Temporadas Gourmet!

Beijos,

Zucca


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