OS MELHORES AMARONES, DIRETAMENTE DA ITÁLIA – VINHOTERAPIA

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Coluna VINHOTERAPIA

Seção ESTRELAS DO ZUCCA GASTRÔ

Por EVANDRO VANTI GONÇALVES


Ja estava com saudades das crônicas do Dr. Evandro! Desta vez ele compartilhou conosco dois textos do seu blog, contando sua experiencia na Italia, com duas vinícolas e seus Amarones. Pegue sua taça e aproveite.


 

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 1) – Giuseppe Quintarelli.

Hoje vamos falar de um dos alicerces do vinho italiano: o Amarone, grande representante do Vêneto. Juntamente com o Barolo, no Piemonte e Brunello na Toscana formam grande tríade do vinho daquele país. O Amarone é um vinho muito particular e faz parte do imaginário dos amantes do vinho mundo afora. Já havia falado sobre esse vinho ímpar aqui e aqui .
O território do Amarone della Valpolicella é o mesmo do Valpolicella, e situa-se na província de Verona.O Amarone é um dos mais carnosos vinhos tintos, exibindo gama ímpar de sabores que lembram geléia de cereja, doce de ameixa, uva passa, pétalas de rosas e especiarias. É feito de uvas desidratadas segundo a tradição das colinas de Verona desde o período bizantino, inicialmente deixando as uvas para secar em casas com largas janelas abertas e, mais modernamente com o uso de ventiladores industriais. Após três a quatro meses, as uvas perdem de 35% a 40% do peso, concentram o açúcar e são afetadas pela Botrytis cinerea.  A mescla envolve uvas Corvina Veronese, Molinara, Rondinella e até15% de outras cepas (locais ou internacionais) entre as muitas autorizadas pela DOC em que ele é feito. O teor alcoólico varia entre 14% ao mais tradicional 16%. Um vinho considerado “enorme”, “opulento” por muitos. Eu o aprecio, e a seu estilo.

E foi atrás desses caldos que pudemos conhecer a bela cidade de Verona, cidade que inspirou Shakespeare a escrever o famoso romance Romeo e Julieta (reza a lenda que ele nunca esteve lá), suas histórias e monumentos, e sua Arena romana impressionante.

Na cidade, conhecemos uma loja de vinhos bem bacana, com uma boa diversidade de vinhos do Vêneto e de toda a Itália, espumantes e afins, a Signorvino (http://www.signorvino.com/en/wine-shop/verona), recomendo. (Dica do João José, thanks)

No outro dia, fomos a um local incomum, também pelo fato de não haver placas de sinalização indicando a Vinícola, nem mesmo na própria, mas que todo o apreciador de vinhos sabe onde fica: na localidade de Negrar, a Azienda Agricola Giuseppe Quintarelli.

Fomos recebidos pelo Francesco Quintarelli, que nos apresentou a Vinícola, nos falou dos métodos de produção e contou um pouco da história da família.

Os vinhos? Como disse minha esposa foram do maravilhoso ao espetacular.

 

 O custo da visita e degustação é de 20 euros por pessoa, muito acessível e uma experiência extraordinária. Os valores dos vinhos (Julho / 2017), estão aqui:

Quem importa para o Brasil é a Mistral.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2) – Dal Forno Romano.

Esta é a segunda parte de nossas visitas ao redor de Verona, dessa vez fomos visitar a Dal Forno Romano. Situada fora da área de Valpolicella clássico, em Cellore d’Illasi.
Fomos recebidos pelo Luca Dal Forno, filho do proprietário, que gentilmente nos recebeu e apresentou a Vinícola.

Neste vídeo sobre a produção do vinhos da Dal Forno, vemos o método de secagem das uvas e também a poda, preservando as uvas da parte de cima do cacho, mais concentradas, e mais doces.

A Dal Forno produz apenas 3 vinhos: Amarone, Valpolicella (nos anos não tão bons, em que não há qualidade suficiente para o Amarone), com as uvas Corvina, Corvinone, Croatina, Oseleta e Rondinella, em percentagens que variam conforme a safra, e um Passito, o Vigna Seré, o melhor passito que já provei, disparado. São vinhos que combinam grande concentração e elegância.

Os melhores Amarones do Planeta à sua Frente (Parte 2).
Para quem quiser saber mais sobre os vinhos: http://www.dalfornoromano.it/
Infelizmente não tenho os valores que paguei pelos vinhos, nem os preços que a Vinícola os comercializa. Estávamos de saída para o Lago de Garda, mas essa é outra história.
Quem importa para o Brasil é a Mistral.
Saúde!
Evandro Vanti Gonçalves

wineblogger do Vinhos que Provo (http://vinhosqueprovo.blogspot.com.br/)


CRÉDITOS FOTOS: enviadas pelo Autor do Texto, autorais e  retiradas da internet



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